Venda de RPV: como vender a sua e receber à vista
Você tem uma RPV para receber da Justiça e não quer esperar? Dá para vender o seu crédito e receber o dinheiro à vista agora. Aqui você entende como a venda funciona, quanto a sua RPV vale hoje e o que conferir antes de fechar com qualquer empresa.
- Avaliação gratuita — nunca cobramos nada adiantado
- Empresa registrada: CNPJ, endereço e telefone que você confere
- Proposta por escrito e contrato formal antes de qualquer assinatura
Quanto vale a minha RPV?
Informe o número do processo e avaliamos gratuitamente. Não tem o número em mãos? Dá para consultar pelo CPF.
O que é uma RPV e por que ela pode ser vendida
RPV é a sigla de Requisição de Pequeno Valor. Quando alguém ganha uma ação contra o poder público — a União, um estado, um município ou uma autarquia como o INSS — o pagamento não sai direto da conta do governo. O juiz expede uma requisição, e é ela que manda o ente pagar.
Se o valor cabe no teto de "pequeno valor", vira uma RPV. Se passa do teto, vira um precatório, que entra numa fila muito mais longa. No âmbito federal, esse teto é de 60 salários mínimos (Lei 10.259/2001). Estados e municípios fixam os próprios limites por lei, quase sempre menores que o federal — por isso o mesmo valor pode ser RPV num lugar e precatório em outro.
A lei prevê que a RPV seja paga em até 60 dias contados da apresentação da requisição. É o prazo no papel: entre a decisão final, os cálculos, a expedição e o depósito efetivo, costuma passar bem mais tempo do que a conta sugere.
E, como toda RPV é um crédito seu contra o poder público, ela pode ser transferida a outra pessoa ou empresa. É exatamente isso que o mercado chama de "vender a RPV" — o nome técnico é cessão de crédito.
Por que as pessoas vendem a RPV antes de receber
O motivo quase sempre é o mesmo: o dinheiro é necessário agora, e a espera não tem data confiável. Entre o fim do processo e o depósito ainda cabem os cálculos, uma eventual impugnação da Fazenda, a expedição do ofício requisitório e a fila de pagamento do próprio ente.
Os casos mais comuns que chegam até nós são estes:
- Quitar uma dívida cara — cartão, cheque especial ou empréstimo, cujos juros correm bem mais rápido do que a correção do crédito judicial.
- Cobrir um tratamento de saúde, uma reforma urgente ou uma emergência da família.
- Aproveitar uma oportunidade que exige dinheiro à vista, como a entrada de um imóvel ou um negócio próprio.
- Trocar uma promessa sem data por um valor certo — algumas pessoas simplesmente preferem previsibilidade.
Como funciona a venda de RPV na prática
Juridicamente, você não "vende um processo" — você cede um crédito. A Constituição garante esse direito no artigo 100, § 13: o credor pode ceder seu crédito, total ou parcialmente, a terceiros, e para isso não precisa da concordância do governo devedor.
O que a lei exige é transparência: pelo § 14 do mesmo artigo, a cessão só produz efeitos depois de comunicada por petição protocolizada ao tribunal de origem e à entidade devedora. Ou seja, a operação é registrada no seu próprio processo — não é nada feito por fora.
Na prática, o caminho é: você assina um contrato de cessão com a compradora, recebe o valor combinado e a petição é protocolada nos autos informando que o crédito mudou de titular. A partir daí, quem espera o pagamento do governo é a compradora — o risco e o tempo passam a ser dela.
Vale conhecer um detalhe: as preferências de pagamento são pessoais e não se transferem. Se você tem prioridade por idade, doença grave ou deficiência, ela vale para você — e some quando o crédito é cedido. Em RPV isso pesa pouco (a fila já é curta), mas em precatório muda bastante o cálculo. Veja em vender precatório.
Quanto vale a sua RPV hoje
Não existe tabela. O valor de uma proposta séria sai da leitura do seu processo, e depende basicamente de quanto tempo e quanto risco ainda separam aquele crédito do dinheiro na conta:
- Em que fase o processo está — uma RPV já expedida, sem recurso pendente, vale mais do que um crédito que ainda depende de homologação de cálculos.
- Quem é o devedor — a União e o INSS pagam com regularidade; muitos municípios atrasam. O mesmo valor de face não vale o mesmo em cada caso.
- Quanto ainda vai ser descontado — Imposto de Renda sobre parcelas de natureza salarial, contribuição previdenciária e os honorários contratuais do seu advogado saem do bruto. O que interessa é o líquido.
- Se há disputa sobre o valor — impugnação da Fazenda aos cálculos ou dúvida sobre a titularidade aumentam o risco e derrubam o preço.
O que é preciso para vender a sua RPV
Para a avaliação inicial, basta o número do processo — ou o seu CPF, se você não tiver o número em mãos. É informação que já é sua, e a consulta é gratuita.
Se você decidir seguir com a venda, aí sim entram os documentos da formalização:
- Documento de identidade com foto e CPF.
- Comprovante de residência atualizado.
- Dados bancários da conta em que você quer receber.
- Certidão de estado civil (e, quando o caso exigir, a anuência do cônjuge).
- Se você é herdeiro de quem ganhou a ação: certidão de óbito e a documentação do inventário ou o alvará judicial.
Cuidados antes de vender: como não cair em golpe
Crédito judicial atrai golpista, e vale conhecer os sinais antes de conversar com qualquer empresa — inclusive com a gente:
- Nunca pague nada adiantado. Nenhuma empresa séria cobra taxa, "custo de liberação" ou "imposto" para comprar o seu crédito. Quem compra paga você, não o contrário.
- Confira quem está do outro lado. CNPJ, endereço e telefone precisam existir e bater. O nosso é CNPJ 67.883.362/0001-49, NP Consultoria e Investimentos Ltda., em São Paulo/SP.
- Exija contrato por escrito, com o valor exato que você vai receber e o prazo de pagamento. Proposta séria não é combinada só por áudio.
- Fale com o advogado da sua ação. A cessão precisa ser comunicada nos autos, e ele é quem conhece a fase do processo.
- Desconfie de urgência artificial. "Só vale hoje", "última chance" e pressão para assinar na hora não combinam com uma operação que fica registrada num processo judicial.
- Confira o valor no próprio processo antes de aceitar. Você tem direito de saber de quanto é o seu crédito.
RPV ou precatório: qual é o seu caso
Muita gente chega achando que tem uma RPV e na verdade tem um precatório — e vice-versa. A diferença é só o valor: até o teto do ente devedor, é RPV; acima, é precatório.
Isso muda tudo na hora de vender. A RPV tem prazo legal de 60 dias e fila curta. O precatório entra em ordem cronológica e pode levar anos, o que costuma refletir num deságio maior. Se o seu caso for esse, veja como vender um precatório ou como funciona a antecipação.
Se você não sabe qual dos dois é o seu, não tem problema: informe o número do processo ou o CPF no formulário e nós identificamos gratuitamente.
Passo a passo
Como vender a sua RPV com o MeuDinheiro
Envie o número do processo
A avaliação começa por um dado público — o número do processo. Não tem em mãos? Dá para usar o seu CPF ou falar direto no WhatsApp.
Analisamos o seu caso
Verificamos a fase do processo, o valor do crédito, o ente devedor e o que ainda será descontado. Tudo gratuito e sem compromisso.
Você recebe a proposta
Enviamos por escrito, no seu WhatsApp, o valor exato que você recebe. Você decide com calma, depois de ver o número.
Assinou, recebe à vista
Formalizamos em contrato, comunicamos a cessão nos autos e o pagamento é feito no prazo combinado. A espera do governo passa a ser nossa.
Dúvidas
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