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Tribunais

Consultar RPV pelo CPF 2026: TRF1 a TRF6 e tribunais estaduais

· 7 min de leitura · Equipe MeuDinheiro

Consultar RPV pelo CPF 2026: TRF1 a TRF6 e tribunais estaduais

Consultar RPV pelo CPF não custa nada e se faz no portal do tribunal que vai pagar. Na Justiça Federal, o TRF1 mantém o portal "RPV e Precatórios" e o TRF3 a "Consulta de Requisição de Pagamento", as duas com busca pelo CPF; no TRF2, no TRF5 e no TRF6 a consulta fica na área de precatórios e RPV do portal de cada tribunal.

O TRF4 é a exceção. Desde 12/04/2024 os precatórios e as RPVs de lá correm em sigilo, e a consulta pública informa apenas se existe saldo pendente naquele CPF. Valor, situação e data ficam no eproc, com o advogado vinculado ao processo.

Nos tribunais estaduais o caminho muda: o TJSP concentra os precatórios na DEPRE, o TJRS usa o SPP, e TJPR, TJMG e TJRJ têm portais próprios. A RPV estadual, em boa parte dos casos, nem entra nessas listas, porque tramita na vara onde a ação correu.

Consulta na Justiça Federal, tribunal por tribunal

Comece descobrindo qual TRF paga o seu crédito: é o da região onde a ação tramita. Pesquisa no portal errado devolve tela vazia, e daí muita gente conclui que não tem crédito nenhum.

No TRF1, o caminho é o portal "RPV e Precatórios":

  • Abra o site do TRF1 e clique em "RPV e Precatórios"
  • Escolha a busca por CPF ou por número do processo
  • Digite o CPF do beneficiário e pesquise
  • O resultado traz cada requisição em seu nome, com a situação atual e o processo de origem

No TRF3, procure a "Consulta de Requisição de Pagamento". Ela aceita CPF, número da OAB, número do processo ou número do ofício, o que serve tanto ao credor quanto ao advogado.

TRF2, TRF5 e TRF6 organizam a busca na área de precatórios e RPV dos seus portais, por CPF ou pelo processo. Se o seu processo é do TRF5, o passo a passo da consulta e do pagamento no TRF5 está em post separado.

Quem tem crédito no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina ou no Paraná depende do advogado para ver o resto: a consulta pública do TRF4 confirma o saldo pendente e para por aí.

Atenção: nesses mesmos três estados, o TRF4 decidiu no IRDR Tema 34 (26/11/2025) que crédito previdenciário não pode ser cedido, seja precatório ou RPV, mesmo já expedido. Consultar, você consulta; vender, não dá.

Tribunais estaduais: TJSP, TJRS, TJPR, TJMG e TJRJ

Crédito contra estado, prefeitura ou autarquia estadual é pago pelo Tribunal de Justiça, e cada um organizou a consulta do seu jeito. No TJSP, os precatórios ficam na DEPRE:

  • Acesse tjsp.jus.br/precatorios
  • Abra o menu "Credores"
  • Consulte a lista de precatórios pendentes pelo nome ou pelo CPF

Importante: no TJSP a RPV não passa pela DEPRE. Ela é processada na vara onde a ação correu, então o acompanhamento é feito no andamento do próprio processo, pelo número dele.

No TJRS, a consulta de precatórios está no SPP. O TJPR trabalha com RPV eletrônica, com consulta no portal do Estado do Paraná. TJMG e TJRJ mantêm portais de precatórios; a RPV, como em São Paulo, costuma ser acompanhada no processo de origem.

Não achou o crédito ou a situação não faz sentido? Manda o número do processo no WhatsApp que a gente consulta junto e explica sem cobrar nada; se a requisição ainda não saiu, dá para avaliar na mesma conversa quanto ela vale hoje.

O que significa cada situação na consulta?

A consulta não mostra a data em que o dinheiro cai. Ela mostra em que etapa a requisição está, e cada etapa diz quanto ainda falta:

  • Expedida: o juiz assinou o ofício requisitório, quer dizer, o pedido de pagamento que sai da vara para o tribunal
  • Autuada ou em processamento: o tribunal registrou a requisição e ela entrou na fila de liberação
  • Paga: o valor foi depositado em conta judicial na Caixa ou no Banco do Brasil e ainda precisa ser sacado

O prazo legal da RPV federal é de 60 dias contados da entrega da requisição ao tribunal (Lei 10.259/2001, art. 17). A assinatura do juiz é um passo anterior, e a distância entre as duas datas explica boa parte da estranheza de quem viu "expedida" na tela e segue esperando. O que fazer quando o prazo passa está no post sobre quando a RPV expedida cai na conta.

Procurou por RPV e não achou? Pesquise também na lista de precatórios. Na União, o teto da RPV em 2026 é de 60 salários mínimos, R$ 97.260 (Lei 10.259/2001, art. 17, § 1º), e o crédito que passa disso vira precatório, salvo renúncia expressa ao excedente, indo para outra lista.

Não localizado: como achar o processo só com o CPF

"Não localizado" raramente significa que o crédito não existe. Nos processos que a gente lê, o motivo mais comum é a requisição ainda não ter sido expedida: a sentença transitou em julgado, mas o cálculo segue em discussão ou ninguém pediu a requisição. Enquanto o juiz não assina o ofício, o portal não tem o que mostrar.

Outros motivos comuns:

  • A requisição saiu há poucos dias e o tribunal ainda não autuou
  • O CPF pesquisado não é o do beneficiário. Honorários sucumbenciais saem em requisição própria, no CPF do advogado
  • O crédito é de pessoa falecida e os herdeiros ainda não foram habilitados nos autos
  • É RPV estadual, que corre na vara e não entra na lista de precatórios do TJ

Para consultar pelo processo, você precisa do número. Não tem em mãos? Peça ao advogado da ação. Ele está em qualquer petição ou sentença guardada, e a consulta processual do tribunal costuma aceitar busca pelo nome da parte.

A consulta é gratuita, e cobrar por ela é golpe

Nenhum tribunal cobra para você consultar RPV ou precatório, e nenhum pede depósito para liberar pagamento. TRF1, TRF3 e TRF4 já publicaram alertas com a mesma frase: "nenhum pagamento ou depósito antecipado é exigido para a liberação de precatórios e RPVs na Justiça Federal".

O golpe convence porque o criminoso chega com dados reais, tirados das mesmas consultas públicas que este post ensina. Vale a regra de sempre: quem compra o seu crédito paga você. Proposta que começa pedindo taxa, custas ou depósito é conversa para encerrar ali.

Tem uma RPV ou um precatório à espera de pagamento? A análise sai pelo número do processo ou pelo CPF, sem custo, e a proposta vai por escrito, com o valor líquido e a data, antes de qualquer assinatura. Dá para começar pela avaliação de RPV, pela avaliação de precatório ou pelo WhatsApp, com uma pessoa do time. Quando a conta mostra que esperar rende mais para você, a gente diz isso também.

Perguntas frequentes

Como saber se tenho RPV a receber?

Pesquise o seu CPF no portal do TRF ou do TJ do estado onde a ação corre. Se nada aparecer, pergunte ao advogado em que fase o processo está: a requisição só entra nos portais depois que o juiz assina o ofício.

Dá para consultar precatório pelo CPF também?

Na maioria dos tribunais o precatório aparece na mesma tela da RPV ou em lista separada, como a de credores da DEPRE no TJSP. No TRF4 a consulta pública mostra só se há saldo pendente, e o restante fica no eproc, com o advogado.

A consulta mostra o valor que vai cair na conta?

Mostra o valor requisitado, que ainda não é o líquido. Na Justiça Federal há retenção de 3% de Imposto de Renda na fonte (Lei 10.833/2003, art. 27), ajustada depois na declaração, e podem sair honorários destacados, contribuição previdenciária de servidor, penhora ou débitos com o ente devedor. Confirme os descontos com o advogado e com um contador.

A situação está "paga" e o dinheiro não caiu. E agora?

"Paga" quer dizer depósito em conta judicial na Caixa ou no Banco do Brasil, e não crédito na sua conta corrente. O saque é feito na agência, com documento, e em alguns casos depende de alvará do juiz. Crédito já depositado também deixa de existir para fins de cessão.

Conteúdo informativo, em linguagem simples, sem finalidade de consulta jurídica. Prazos, valores e tributos variam conforme o processo, o tribunal e o ente devedor. Confirme o seu caso com o advogado responsável pela ação.

Tem uma RPV ou um precatório para receber?

Avaliamos gratuitamente pelo número do processo ou pelo CPF e dizemos quanto vale hoje, à vista. Sem custo e sem compromisso — nunca cobramos nada adiantado.